Um moderno tribunal dos Gentios na Terra Santa

26 de abril de 2011 às 05:26 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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ALVARO DE JUANA , Camineoinfo.

Adaptação e tradução: Rodrigo Viana

Evangelizar através da música é a nova forma de pregação que tem tomado forma no Caminho Neocatecumenal graças à composição de uma obra sinfônica cujo autor é o iniciador deste itinerário de redescobrimento do batismo, o espanhol Kiko Argüello.

A Domus Galilaeae, uma casa de oração e convivências (retiros espirituais) situado no Monte das Bem aventuranças e dirigida pelo Caminho Neocatecumenal, tem sido o cenário das celebrações nas que as orquestras tem interpretado a sinfonia. Esta celebração litúrgica está composta por uma monição ambiental (breve introdução) e a proclamação da leitura de Ezequiel da espada que atravessará a alma da Virgen Maria, a homilia, preces e o Pai Nosso.

A primeira das celebrações foi dirigida para cerca de 700 árabes cristãos de Jerusalem, Tel Aviv, Haifa e toda a Galiléia e foi presidida por Elías Shakkour, Arcebispo Greco Católico da Galiléia. Nela participou também o monseñor Giacinto Marcuzzo, bispo auxiliar do patriarcado latino de Jerusalém para Israel. Todos eles presenciaram a obra sinfônica num ambiente de oração em que escutaram a explicação que Argüello realizou sobre o motivo da obra. Para ele, contou aos presentes sua experiência em relação ao sofrimento dos inocentes e a importância que este fato teve nas origens do Caminho Neocatecumenal.

A segunda celebração sinfônica-catequética foi realizada na Domus Galilaeae e foi realizada diante de mais de 800 judeus da região e outras pessoas vindas de várias partes de Israel. O evento contou com alguns rabinos, entre eles o rabino Leskovie. Esta celebração histórica foi realizada na tarde da Sexta-feira Santa e levou ao fim o que Bento XVI assinala na recente exortação Verbum Domini: “Desejo reiterar mais vez que o importante que é para a Igreja o diálogo com os judeus. Convêm que onde haja oportunidade, se crêem possibilidades, inclusive públicas, de encontro e de debate que favoreçam o conhecimento mútuo, a estima recíproca e a colaboração, no  âmbito do estudo das Sagradas Escrituras”.

Desde que a Domus Galilaeae foi inaugurada, tem sido constante as visita de judeus da região e de toda Galiléia que são atraídos pela beleza estética do Centro Internacional e que tenham sido impactados pela acolhida dos irmãos da Domus cujo único interesse é o de acolhê-los, como “nossos irmãos maiores”, nas palavras de João Paulo II. A Domus Galilaeae provoca, além disso, a desaparecimento os prejuízos que muitos deles têm em razão de uma visão distorcida da Igreja.

Os judeus são guiados durante sua visita por seminaristas que, por amor a eles, têm aprendido o idioma hebraico durante um ano na Universidade de Jerusalém. Os oferecem sua experiencia de fé e ficam tam impressionados que voltam ao centro neocatecumenal e trazem com elas outras pessoas. Só em 2010, 120 mil judeus visitaram a Domus, cumprindo-se desta forma o desejo expressado em diversas ocasiões por João Paulo II.

A idéia de compor uma sinfonia como meio de evangelização surgiu em conseqüência da realização do disco em espanhol “Paloma Incorrupta”, dedicado à Virgem Maria, a pedido do Arcebispo de Madri, Cardeal Antonio María Rouco Varela, por motivo da Jornada Mundial da Juventude que se celebrará em Madri em agosto.

Argüello reuniu então 170 músicos profissionais de toda Espanha pertecentes a esta realidade eclesial para començar a trabalhar e dar forma à composição musical no marco de várias convivências (Espanha, Itália, Israel) num clima de penitência, oração e celebração da Eucaristia.

De todo este trabalho surgiu uma sinfonia ao “sofrimento dos inocentes” ao sofrimento da Virgem Maria. “Homens tirados das ruas, mortos de frio. Crianças abandonadas e recolhidas em orfanatos de horror, onde são violentadas e abusadas. Aquela mulher que conheci naquele bairro, com Parkinson, abandonada por seu marido a quem seu filho doente mental golpeava com um bastão e pedia esmola. Fiquei acolhido diante de Jesus morto na cruz presente nela e em tantos outros e outros”, explica Kiko Argüello sobre a inspiração da obra. “Que mistério o sofrimento de tantos inocentes que carregam com o pecado de outros: incesto, violências inauditas, aquela fila de mulheres e criança faziam até a câmara de gés e a dor profunda de um dos guardiões que dentro de seu coração sentia uma voz: `entra na fila e vê com eles a muerte´ e não sabia de onde vinha”, explica. “Dizem que depois do horror de Auschwitz já não se pode crer em Deus, mas não é verdade, porque Deus se fez homem para carregar Éle com o sofrimento de tantos inocentes. Ele é o inocente total, o Cordeiro levado ao matadouro sem abrir a boca, o que carrega os pecados de todos”, destaca Argüello.

Esta pequena obra traslada ao espectador até o momento em que a Virgem observa como seu Filho é crucificado. “Vemos a Virgem Maria submetida ao escândalo do sofrimento dos inocentes em sua carne e nela de seu Filho. Ai, que dor!, canta uma voz quando uma espada atravessa sua alma”, indica Kiko Argüello. Assim, se cumpre o que diz o profeta Ezequiel sobre a espada que Deus tem preparado pelos pecados de seu povo e que atravessa a alma da Virgem.

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