“A Igreja nos deu as armas de que Hitler e Napoleão não tiveram: a oração”

24 de outubro de 2009 às 03:47 | Publicado em Notícias do neocatecumenato | Deixe um comentário
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Juan e Cecilia, um jovem casal pertencente ao Caminho Neocatecumenal se dirigiram, junto com seus quatro filhos – e um quinto que está a caminho – a Rússia para exercer como família em missão.

Eles fazem isso em Barnaul, no meio das estepes siberianas. E não conhecem o idioma local. Suas vidas foram marcadas pela mensagem do missionário. Seus respectivos pais se conheceram durante uma missão no Equador. Agora acabaram de chegar à Rússia, como eles mesmos dizem “depois de uma viagem cansativa. Reconhecem que a cidade – que escolheram ao acaso – é muito diferente das que eles estão habituados. Em suas respostas vemos um inconfundível sentimento de fé e entrega.

Como foi sua chegada e a adaptação na Rússia?

Você foi capaz de instalar sem problemas? A Rússia recebeu-nos com uma temperatura muito boa e boas condições em casa e outros. Deus põe os anjos continuamente e que vão ajudando-nos em tudo o que necessitamos, independentemente da igreja ou não, e apesar de não conhecer o idioma tratar-se de uma limitação, fomos capazes de nos comunicar de uma maneira ou de outra. Pouco a pouco nós vamos adaptando-nos a esta nova situação com a ajuda de Deus, pois estamos contentes e as crianças também.

Poderia dizer que a sua situação trata-se de uma situação hereditária? Chegaram a consultar alguma vez seus respectivos pais essa intenção da entrega seu destino à evangelização? E sim foi o que eles disseram?

Quando o Senhor te põe esta chamada em seu coração não se faz muitas consultas. – A evangelização é a missão a que todos cristãos são chamados, mas não sabíamos que Deus tinha estes planos para nós, e tampouco estávamos fechados a eles. A evangelização é a missão que cada cristão é chamado, mas nós sabíamos que Deus tinha esses planos para nós, embora não foram fechadas para ele. Quando o contamos a nossos pais, em ambos os casos nos disseram que se víamos que essa era a vontade de Deus para nós e nossa família, vão adiante, sem medo, se é o que Deus quer, é sem dúvida é o melhor.

Você conseguiram ouvir essa boa nova, este «Kerygma» Acreditam que o destino foi inconstante nesta opção para que recebam essa chamada?

Nós não acreditamos em destino. É Deus que teum ma história de amor para cada homem.

A isso que me referia. Alguns escolhidos recebem a chamada de Deus? Ou a recebe todo o mundo e que a maioria opta por não escutá-la?

A chamada de uma maneira ou outra (é um mistério). – Nós temos escutado esta boa noticia e nos cativou, porque certamente há quem não a escuta, e há quem escolhe por não escutá-la, aí é onde entra também a liberdade do homem.

Como foi em seu caso essa chamada?

Um dia em umas das catequeses para adultos que se fazem na paróquia nossos pais foram convidados a irem e nelas nos anunciaram esta boa noticia e se formou uma pequena comunidade de umas 40 pessoas, na que havia jovens solteiros, pessoas mais velhas, viúvas, casais jovens e não tão jovens.

Hoje depois de quase 15 anos de escutar estas catequeses, a comunidade segue adiante e está unida a nós nesta missão através da oração. N

Nem os exércitos de Napoleão, nem os de Hitler puderam fazer nada contra os frios polares da Sibéria. Não lhe dá medo fazer frente a esse temível inverno russo?

Somos humanos e por isso que nos dá medo muitas vezes o frio siberiano, mas Deus é nosso Pai e sabe quais são as nossas necessidades. Para nós a Igreja nos tem dado as armas com as que Hitler e Napoleão não contavam: A oração das laudes pela manhã e o rosário.

Vocês conheceram a miséria no Equador, agora vão conhecer a da Rússia. Podem se vender a boa nova para gente que tanto sofre? Parece um exercício impossível.

Pelo contrário, pessoas que sofrem recebem muito melhor o kerygma porque encontra neste anuncio uma resposta ao mesmo, um sentido. Assim como na Eucaristía há uma presença real de Jesus Cristo, também existe uma presença muito real de Jesus Cristo na gente que está marcada por um sofrimento. E tem uma necessidade urgente de conhecer este amor, porque se não viver, para quê? por isso se suicidam tanta gente na Europa, porque chega um momento que realmente, se Deus não existe, para quê vivemos? Para ganhar dinheiro? Para trabalhar? Para ter sucesso? Não pode ser que Deus tenha criado o universo e o homem para isto.

Olhando as cifras mais de 16.000 missionários espanhóis distribuídos em todo o mundo, no Equador há 500. Na gigantesca Rússia tem 10 – talvez devêssemos dizer 12 – Não é precisamente um destino popular dos missionários. A pergunta é: Por que precisamente a Rússia?

Pertencemos ao Caminho Neocatecumenal onde a cada 2 ou 3 anos se faz uma convivência na Itália (Porto San Giorgio) onde vão todos os casais que sentiram chamados a evangelizar a qualquer parte do mundo, entramos num sorteio, nada se sabe onde irá, e saem nossos nomes e o destino, decidimos se estamos dispostos a partir ou não livremente. E nos tocou a Barnaul (Sibéria) junto com outro casal de Perúgia (Itália). Vocês têm quatro filhos. Temem que com o passar do tempo possam não se adaptar ao ambiente siberiano? Ou acredita que o chamado de Deus, também há planos para eles. Não sabemos o que se passará, eles são muitos pequenos, mas não tememos isto porque estamos aquí livremente e queremos também que eles o vivam igual, iremos vendo com o tempo. Podemos os assegurar que formam parte importantíssima desta chamada e portanto dos planos de Deus. Vocês têm um filho com síndrome de Down. – Você tem um filho com síndrome de Down. Há muitos que ao saberem que seu filho vai ter essa natureza, optam por renunciar a ele.

Como você encara essa escolha?

Acreditamos que Deus é quem dá a vida, nós soubemos que Pedro tinha Síndrome de Down quando havia nascido, se soubéssemos antes teríamos tido a mesma postura. Quem somos nós para tomar a decisão de ter um filho ou renunciar a ele? Tu enfrentas a algo desconhecido e sofres também pelo que possa sofrer teu filho agora e mais adiante. Evidentemente nunca trate um filho como uma planta. Mas Deus tem nos dado algo maravilhoso, estamos agradecidos e nos sentimos privilegiados, (ademais cada vez nascem menos) és como ter a Jesus Cristo em sua casa. Pedro é o que a sociedade rejeita neste momento, qualquer sugestão de sofrimento é rejeitado, e logo vê que Pedro é um filho como os demais e que o que tenhamos que fazer é transmiti-lhe a fé como aos demais filhos.

Influenciaram-no em algo para a decisão que acabam de tomar?

Muito, a principio nós pensamos que o nascimento de Pedro era um sinal de que devíamos adiar momentaneamente esta chamada. Depois Deus foi nos confirmando através de acontecimentos, que devíamos ir a Sibéria. Deus não quer de nós atos valentes, heróicos. Em qualquer momento que vejamos que é conveniente para Pedro ou por qualquer filho regressar e deixar a missão o faremos. O Senhor nos dará, como até agora, o discernimento em cada momento para saber que devemos fazer, assim estamos tranquilos.

No momento estão bem adaptados à mudança…

A um mês de estar aqui Pedro começou com problemas de bronquite e pneumonia, não sabíamos aonde levá-lo porque aqui tudo é um pouco precário e nun momento pensamos que era complicado estar aqui nesta situação, mas em seguida vimos que Deus é Pai e que cuida de nossos filhos também, por meio de um casal que fala um pouco de inglês podíamos levar Pedro a um hospital daqui, muito pobre, mas os médicos tem sido bons e nos disse que qualquer problema que tenhamos que o avisássemos imediatamente. Que mais podíamos pedir?

Como temos lido em uma entrevista, você pode simplesmente selecionar um modo de vida, ter sido escolhido por Deus para viver. Um crente não se pergunta por que escolheram esse estilo de vida?

Nós temos recebido desde pequenos a fé e isto é o que nos tem dado respostas nos momentos difíceis de adolescência e juventude, nos que te planta a vida, etc.… Eu (Juan) tenho 9 irmãos e Cecilia 6 e desde pequenos em casa todos os domingos nossos pais preparavam a mesa com flores e colocavam a cruz no meio e rezávamos as laudes toda a familia e isto ha sido uma riqueza para nós como filhos e para a familia. – . Hoje somos uma familia e estamos esperando o quinto filho e a única coisa que queremos é que recebam a fé como temos recebido nós, que não é fácil em meio da sociedade atual. Rogai por nós.

Relionenlibertad

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