Bento XVI celebra os 40 anos do Caminho Neocatecumenal em Roma

10 de janeiro de 2009 às 03:23 | Publicado em Notícias do neocatecumenato | Deixe um comentário

ROMA, Quinta-feira, 8 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI celebrará na basílica de São Pedro, no Vaticano, o sábado 10 de janeiro, os quarenta anos de inicio do Caminho Neocatecumenal em Roma.

Segundo informa um comunicado enviado a ZENIT por esta realidade eclesial, no ato os iniciadores Kiko Argüello, Carmen Hernández, e o padre Mario Pezzi, apresentarão ao Papa a primeira comunidade do Caminho na cidade eterna, nascida na paróquia dos Santos Mártires Canadenses, formada por 49 pessoas, com uns 100 filhos.

Junto desta, explica a nota, ofereceram ao Papa “os frutos que o Espírito Santo tem suscitado nestes anos através do Caminho Neocatecumenal em beneficio de toda a Igreja, sobretudo em vista da Nova Evangelização”.  

O Caminho Neocatecumenal começou na Itália, em 1968, “num momento de grande crise para a sociedade e, em particular, para o mundo católico”, segue recordando. 

Kiko e Carmen chegaram a Roma, convidados por Don Dino Torreggiani, um presbítero de quem está em curso a causa de beatificação e que se ocupava, sobretudo da pastoral dos marginalizados, dos ciganos e emigrantes.

Don Dino tinha visto na experiência de Kiko e Carmen em Madri uma resposta à necessidade de evangelizar aos afastados. “Depois de ter falado com alguns párocos e de ser ignorado, Kiko foi viver, igual ao que fizera na Espanha, numa barraca no meio dos mais pobres no Bairro Latino”, segue explicando o comunicado emitido pelo Caminho. 

O encontro com um grupo de jovens que cantavam numa Missa na paróquia dos Mártires Canadenses o levou a iniciar as catequeses naquela paróquia, onde em 2 de novembro de 1968 nasceu a primeira Comunidade Neocatecumenal da Itália.

“Assim, mientras na Itália e no mundo as manifestações e ocupações do movimento estudantil se sucediam sem trégua e o marxismo parecia acaso uma verdade absoluta demonstrada na historia, um pequeno gérmen que não anunciava a violência revolucionaria senão o amor ao inimigo se introduzia, em silêncio e, providencialmente, na mesma Roma”. 

“De Roma –a diocese onde o Caminho Neocatecumenal está mais difundido no mundo– o Caminho Neocatecumenal tem se estendido por toda Itália, onde hoje há 5000 comunidades, com um total de cerca de 200.000 pessoas, sem contar os filhos, que como se sabe, na comunidade, são muitos numerosos”.

De Roma, depois, se tem saído também, muitos das equipes itinerantes, que em poucos anos tem levado o caminho a 120 países em 5 continentes, formando 20.000 comunidades em más de 5.500 paróquias. 

Todo isto se poderia render graças e, sobretudo ao apoio primeiro do Papa Paulo VI, depois de João Paulo II e mais recentemente de Beto XVI.  

Na primeira audiência em 1974, o Papa Paulo VI saudou as comunidades neocatecumenais com estas palavras: “Isto são os frutos do Concilio! E isto é algo que nos consola enormemente.  Vós fazeis depois do Batismo o que a Igreja fazia antes: o antes ou depois é secundário, o feito é que vos olhai a autenticidade, a plenitude, a coerência, a sinceridade de a vida cristã. E isto és um mérito muito grande, que nos consola enormemente…”. 

João Paulo II visitando as paróquias de Roma, e falando com os párocos e vigarios paroquiais, teve a oportunidade de conhecer a fundo os frutos do Caminho Neocatecumenal, sobretudo de tanta gente afastada da fé que, graças a este caminho, estavam retornando à Igreja e na carta Ogniqualvolta de 1990 reconhecía o Caminho como “um itinerário de formação católica valido para a sociedade e para os tempos de hoje”. 

“Recentemente Bento XVI – que tinha conhecido o Caminho quando era professor em Tubinga através de alguns estudantes e, favoravelmente impressionado, havia ajudado a introduzir esta experiência na Alemanha – foi guiado o processo que se levou recentemente a aprovação definitiva dos Estatutos”, explica o Caminho.

“Já quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Ratzinger examinou a fundo os conteúdos teológicos das Catequeses Kerigmáticas, assim como alguns passos do Neocatecumanato, e em 2003 comunicou a aprovação definitiva ao Conselho Pontifício dos Leigos”.

Em junho de 2008 os Estatutos receberam sua aprovação definitiva e o Caminho tem sido reconhecido como “uma modalidade de realização diocesana da iniciação cristã e da educação permanente da fé”, (“Estatuto do Caminho Neocatecumenal, art.1).

No encontro apresentaram ao Santo Padre as 14 Comunidades de Roma (cada uma formada por 30-60 pessoas) que tem terminado a etapa Neocatecumenal e que, de acordo com os párocos e com cardeal Agostino Vallini, vigário do Papa para as dioceses, estão preparadas para partir como “communitates in missionem” (comunidades em missão) às zonas mais difíceis e secularizadas da periferia de Roma, em ajuda aos párocos.

“É a primeira vez na historia da Igreja que saem em missão com indivíduos ou famílias, senão comunidades inteiras que fizeram juntas um largo caminho de fé. Na Igreja primitiva o cristianismo não se conhecia através de um templo ou de uns ritos, senão através de uma comunidade concreta que dava o sinal da unidade”, indica.

Apresentaram-se também ao Papa catorze “missio ad gentes“, a pedido de diversos bispos para inaugurar a nova evangelização em zonas secularizadas de grandes cidades –como Colônia, Budapeste, Viena, Estocolmo, Nova York… Ou em zonas marginais– como entre os aborígenes australianos ou as Antilas.

Sete missões estarão destinadas a Europa, duas para América, três para Oceania e três a Índia. Cada “missio” está composta por um presbítero, quatro famílias com muitos filhos e duas irmãs que ajudam as famílias, num total 40-50 pessoas. 

Estes quatorzes “missio” se adicionarão às primeiras sete enviadas pelo Papa em janeiro de 2006 e que levam dois anos em missão em Chemnitz, (antiga Karlmarxstadt), na periferia de Amsterdam e na zona meridional de França.

As 212 novas familias que com seus filhos (cerca de mil) serão enviadas, por todo o mundo, para sostener a Implantatio Ecclesiae a pedido dos bispos e que se acrescentarão as outras 500 famílias com 2.500 filhos que já estão em missão desde alguns anos.

Esta experiência inaugurou João Paulo II quando voou de helicóptero ao Centro Neocatecumenal de Porto São Giorgio (Italia) e, ao final de una intensa celebração eucarística enviou as primeiras 100 famílias em missão por todo o mundo. 

O Papa saudará também a 700 itinerantes que, partindo de Roma e de Madri tem aberto o Caminho Neocatecumenal em 120 países em cinco continentes. 

Apresentaram-lhe ao Santo Padre, no entanto, 18.000 irmãos das 500 comunidades de Roma, presentes nas 103 paróquias, com seus párocos e presbíteros 

Depois de uma breve apresentação e do canto do Evangelho sobre o envio dos 72 discípulos, o Santo Padre dirigirá sua palavra à assembléia.

Os 14 responsáveis das “Communitates in missionem” receberão então a cruz da missão do Santo Padre, que fará uma oração de envio recordando a experiência da Igreja de suas origens, “a qual enviava alguns de seus filhos não somente a confirmar na fé aos próprios irmãos, senão a anunciar com franqueza apostólica o Evangelho aos povos que ainda não conheciam a Cristo” e invocando a ajuda do Senhor a fim de que mande “operários, para que seja anunciado o Evangelho a todo criatura”.

A celebração terminará com o solene canto do Te Deum e a benção apostólica. Se prever a participação de umas 25.000 pessoas.

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