Shemá…Escuta…

10 de dezembro de 2008 às 22:18 | Publicado em Artigos | Deixe um comentário
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A fé, diz São Paulo, vem da pregação. Esta manhã o Papa Bento XVI na audiência geral das quarta-feiras comenou a pregação do Apóstolo sobre os sacramentos. Uma frase do Pontífice me chamou a atenção, agora que está na moda o uso dos meios audiovisuais nas celebrações da Eucaristía. Alguns ministros, em seu afã por fazer mais “entretidas” a celebração tem recorrido a pantallas localizadas em lugares estratégicos da igreja para que os fiéis vão seguindo as leituras que se proclamam. Outros, com o mesmo zelo pastoral, repartem o convite para entrar na paróquia “folhas parroquiais” que encolhem, a parte de outras coisas, as leituras da liturgia do dia, nas que os assistentes seguem a proclamação da Palavra de Deus. A intenção é boa, isso não pode se negar, o que sucede e que temos passado de povo da escuta para o da leitura.

Dizia o Papa esta manhã: ” A fé não vem da leitura senão da escuta. Não é só interior, senão uma relação”. Deus queria se revelar aos homens através de um meio tão precário, se Ele quisesse mais “eficácia”, se Ele quisesse mais “eficácia”, tinha escolhido outros métodos menos frágeis. A Palavra carrega nela mesma o poder de decisão, ouvida e acolhida tem a capacidade de mudança e de ambiente vital de escuta.

Uma palavra bem dita pode nos alegrar o coração, a quem não se tranquliza ao escutar a voz de sua mãe que o incentiva a sair adiante dos problemas, como também uma palavra mal dita pode nos entristecer e até nos enfurecer. A palavra cumpre uma função insubstituível na vida de cada homem. O primero que indentificamos na terna infância é a voz materna que nos trasmite amor e segurança, basta lembrar aquele ensaio feito pelos nazis: alimentaram, cuidaram e vigiaram a um grupo de recém nacidos aos que davam-lhe o necessário para o mantimento vital, mas não os dirigiam nenhuma palavra, em silêncio cuidavam deles, o resultado foi surpreendente, todos os meninos morrerram, clinicamente sãos. A palabra tem relação com a vida, através da relação que se expressa na palavra recebemos o amor que necessitamos para ter uma vida digna.

A Palabra de Deus no contexto das celebrações litúrgicas deve ser proclamada e escutada, não lida. A fé nos vem, não de ler e nem de analisar muito científicamente a palavra senão de escutar. Se faz necessário que as leituras da misaa sejam devidamente proclamadas e escutadas pelos fiéis em atitude, por dizê-lo de alguma maneira, contemplativa. Quando alguém nos fala, o mínimo que nos pede é que o olhemos aos olhos e nos pomos em atenção. Considero que ter nas mãos essas “ajudas didáticas” distraem mais que outra coisa. Deveríamos confiar mais no método que Deus nos propõe nol livro de Deuteronômio “Escuta Israel…”

Orlando Díaz Márquez
 
Artigo extraído e traduzido do site espanhol CAMINAYVEN
 

 

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